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quinta-feira, 11 de maio de 2017

UNICA HERANÇA DE MINHA AVÓ BENEDITA SER UMA DESCENDENTE BANTUS , FOI UM PRIMO DE MEU PAI QUE CONTOU , COM O TERMO PÉ NA COZINHA , PARA UM MULEQUE DE 07 ANOS SÓ AGORA CAIU A FICHA , POR ISSO TALVEZ GOSTAR TANTO DA CAPOEIRA , MAS SER IMPEDIDO POR MEU PAI . .

Bantus
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José Eduardo dos Santos  • Samora Machel • Patrice Lumumba •Sam Nujoma • Nelson Mandela
População total
Regiões com população significativa
 Angola
 Moçambique
 Namíbia
 África do Sul
 Zâmbia
 Zimbabwe
 Lesoto
 Quênia
Suazilândia Suazilândia
Botswana Botsuana
Tanzânia Tanzânia
República Democrática do Congo República Democrática do Congo
República do Congo República do Congo
Gabão Gabão
Guiné Equatorial Guiné Equatorial
Camarões Camarões
República Centro-Africana República Centro-Africana
Uganda Uganda
Burundi Burundi
Ruanda Ruanda
Comores Comores
Malawi Malawi
Línguas
KimbundoconguêssuaílizuluOshiwambohereró etc.
Religiões
cristianismoislamismoreligiões tradicionais africanas
Grupos étnicos relacionados
zulusovimbundosovamboHererosbakongosMbundumacuasCôkweXindonga etc.
Os bantus [1][2][3] constituem um grupo etnolinguístico localizado principalmente na África subsariana e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. A unidade desse grupo, contudo, aparece de maneira mais clara no âmbito linguístico, uma vez que essas centenas de grupos e subgrupos têm, como língua materna, uma língua da família bantu.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "bantu" é derivada da palavra ba-ntu, formado por ba (prefixo nominal de classe 2) e nto, que significa "pessoa" ou "humanos".[4] Versões dessa palavra ocorrem em todas as línguas bantus: por exemplo, como watu em swahiliMuntu em quicongobatu em lingalabato em dualaabanto em Gusiiandũ em Kikuyuabantu em zulukitara,[5] e gandavanhu em xonaBatho em sesotovandu em alguns dialetos Luhyambaityo em Tiv; e vhathu em venda.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa ilustrativo de uma hipótese sobre a origem e difusão (em três fases) das línguas bantas.
Os bantus são provavelmente originários dos Camarões e do sudeste da Nigéria. Por volta de 2000 a.C., começaram a expandir seu território na floresta equatorial da África central. Mais tarde, por volta do ano 1000, ocorreu uma segunda fase de expansão mais rápida, para o leste, e finalmente uma terceira fase, em direção ao sul do continente, quando os bantos se miscigenaram. Os bantos se misturaram então aos grupos autóctones e constituíram novas sociedades.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Os bantus distribuem-se, no continente africano, no sentido oeste-leste, desde os Camarões e o Gabão às ilhas Comores; no sentido norte-sul, do Sudão à África do Sul, cobrindo toda a parte meridional da África, onde somente os bosquímanos e os hotentotes têm línguas de origens diferentes.
Enquanto os bosquímanos e hotentotes eram nômades caçadores-coletores e pastores, os bantos eram agricultores sedentários e já conheciam o uso do ferro. Esses avanços lhes permitiram colonizar um amplo território, ao longo de aproximadamente quatro mil anos, forçando o recuo dos povos nômades. No entanto, os bantos absorveram alguns fenômenos linguísticos típicos das línguas khoisan, como o clique.
Embora não existam informações precisas, o subgrupo etnolinguístico banto mais numeroso parece ser o zulu. A língua zulu é a mais falada na África do Sul, onde é uma das 11 línguas oficiais. Mais da metade dos 50 milhões de habitantes da África do Sul é capaz de compreendê-la; mais de nove milhões de pessoas têm o zulu como língua materna, e mais de 15 milhões falam o zulu fluentemente.[6]
Localização dos subgrupos linguísticos nigero-congoleses.
Todos os subgrupos étnicos falam línguas pertencentes à mesma família linguística, a das línguas bantus, a qual, por sua vez pertence à família linguística nígero-congolesa. Em muitos casos, esses subgrupos têm costumes comuns.[7][8][9][10][11]
Os negros da África do Sul foram, às vezes, chamados oficialmente "bantus" pelo regime do apartheid.[12]

Reinos[editar | editar código-fonte]

Entre os séculos 14 e 15, estados bantus começaram a surgir na região dos Grandes Lagos Africanos, na savana sul da floresta tropical centro-africana. Na África Austral, no rio Zambeze, os reis Monomatapa construíram o famoso complexo do Grande Zimbabwe, o maior dos mais de 200 desses sítios na África Austral, como Bumbusi no Zimbabwe e Manyikeni em Moçambique. A partir do século XVI em diante, os processos de formação dos estados entre os povos Bantus aumentaram em frequência. Alguns exemplos de tais estados bantus incluem: na África Central, o Reino do Kongo,[13] o Império Lunda,[14] o Império Luba[15] de Angola, a República do Congo e a República Democrática do Congo; na Região dos Grandes Lagos Africanos, o Buganda[16] e o Karagwe[16] Reino de Uganda e da Tanzânia; e na África do Sul, o Império Mutapa,[17] Império Rozwi,[18] e os DanamombeKhami e Naletale Reinos de Zimbabwe e Moçambique.[17]
O Bantu Reino do Kongo ca. 1630.
Em direção dos séculos 18 e 19, o fluxo de escravos bantus do Sudeste africano aumentou com o aumento do Omani Sultanato de Zanzibar, com sede em Zanzibar, na Tanzânia. Com a chegada dos colonizadores europeus, o Sultanato de Zanzibar entrou em conflito direto no comércio e na concorrência com portugueses e outros europeus ao longo da Costa Suaíli, levando eventualmente à queda do sultanato e ao fim da negociação de escravos na costa suaíli em meados do século XX.

O uso do termo "bantos" na África do Sul[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Povos bantus na África do Sul
Um dançarino tradicional Zulu em África do Sul.
Na década de 1920, os sul-africanos relativamente liberais, os missionários e a pequena intelectualidade negra começaram a usar o termo "bantus" e termos mais depreciativos (como "Kaffir") para se referir coletivamente aos bosquimanos sul-africanos. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Partido Nacional governista adotou oficialmente o seu uso, enquanto o crescente movimento esquerdistista indígena apoiado pela União Soviética e seus aliados liberais adotaram o termo "negro", de modo que "bantus" tornou-se identificado com as políticas do Apartheid. Na década de 1970, o termo "bantus" estava tão desacreditado como uma designação etno-racial que o governo do apartheid mudou para o termo "preto" em suas categorizações raciais oficiais, restringindo-a a africanos que falavam idiomas Bantu, mais ou menos na mesma época em que o Movimento da Consciência Negra liderado por Steve Biko e outros estavam definindo, como Black ("preto"), o conjunto de oprimidos sul-africanos (negrosmestiços e indianos).

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