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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

PILOTO PARAMOTOR IRÁ SOBREVOAR RIO DOCE , DESASTRE SAMARCO EM MARIANA .

O piloto de paramotor Luis Henrique Marini, conhecido como Lu Marini, irá sobrevoar o Rio Doce e as cidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, na região de Mariana. O desastre ambiental irá completar um ano em novembro. A expedição, coordenada pelo piloto de Santos, começa nesta segunda-feira (29), em Minas Gerais. Além de registrar imagens da natureza local, ele quer mostrar a situação da região e das famílias que foram destruídas pela tragédia.
Em 2014, Lu Marini deu início ao Projeto Rios. Ele sobrevoou o Rio Tietê, o mais poluído do Brasil. No ano seguinte, a aventura foi no Rio São Francisco, da nascente até sua foz, em 30 dias. Já em março de 2016, o piloto sobrevoou o Rio Paranapanema, considerado um dos mais limpos do estado de São Paulo.
“Decidi sobrevoar o Rio Doce porque está próximo a um ano do desastre ambiental de Mariana. Foi natural porque estou fazendo o projeto Rios. Vamos fazer um levantamento, para ver como estão vivendo as pessoas, como estão as cidades atingidas”, disse Marini.
Lu Marini já sobrevoou outros rios (Foto: Divulgação)Lu Marini já sobrevoou outros rios
(Foto: Divulgação)
A expedição “Rastreando o Rio Doce” começa em Mariana, nesta segunda-feira (29), Marini passará por 220 cidades e termina a viagem na foz do Rio Doce, em Regência, no Espírito Santo. O piloto e a equipe, formada por seis profissionais, irão viajar durante 23 dias.
Segundo Marini, a dificuldade técnica dessa expedição é semelhante as outras viagens que ele já fez. O piloto já está preparado para enfrentar mudanças no tempo ou na direção dos ventos, que podem influenciar a expedição. Durante o trajeto, Marini deve fazer 22 pontos de parada, em diversas cidades. Para ele, os momentos de encontro com as pessoas locais serão os mais emocionantes e também os mais desafiadores, bem mais que ficar nas alturas.
“É quando eu vou ao encontro das pessoas, descubro curiosidades. Vai completar um ano da tragédia. É uma forma diferente de mostrar o maior acidente ambiental da história do país. Pessoalmente, para mim, vai ser um dos voos mais impactantes, vai ter uma carga emocional bastante grande. Pessoas que sofreram muito, mas temos que mostrar a situação, não temos que deixar cair no esquecimento. Quero levar esperança também para essas pessoas’, falou.
A expedição resultará em um documentário e um livro, que serão lançados em abril de 2017, quando acontecem as comemorações pelo aniversário do Rio Doce. Marini ainda quer sobrevoar outros rios nos próximos anos como o Xingu, o Tocantins, o Araguaia, o Paraná e o Amazonas.
Destruição em Mariana
A barragem se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, deixando 19 vítimas. Quase dez meses após a tragédia, um corpo segue desaparecido. A lama liberada da estrutura destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), devastou o Rio Doce e ainda chegou ao litoral do Espírito Santo.
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