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domingo, 4 de junho de 2017

PENTECOSTE 50 DIAS APÓS PASCOA APAGAR CIRIO NAZARÉ .


AnoIgreja CatólicaIgreja Ortodoxa
200219 de Maio23 de Junho
20038 de Junho15 de Junho
200430 de Maio
200515 de Maio19 de Junho
20064 de Junho11 de Junho
200727 de Maio
200811 de Maio15 de Junho
200931 de Maio7 de Junho
201023 de Maio
201114 de Junho
201227 de Maio3 de Junho
201319 de Maio23 de Junho
20148 de Junho
201524 de Maio31 de Maio
201615 de Maio19 de Junho
20174 de Junho
201820 de Maio27 de Maio
20199 de Junho16 de Junho
202031 de Maio7 de Junho
Pentecostes é uma das celebrações mais importantes do calendário cristão e, comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo e sobre Maria, sua mãe. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa.[1]
Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita (Shavuot), que comemora a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristãos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, através do dom de línguas, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em JerusalémPor esta razão o dia de Pentecostes é, às vezes, considerado o dia do nascimento da igreja cristã. O movimento pentecostal tem seu nome derivado desse evento.
A ocasião (o Domingo de Pentecostes) é o último dia da Festa do Divino Espírito Santo, muito difundida no catolicismo popular brasileiro e de outros países.

Judaísmo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Shavuot
O Pentecostes é o nome de uma festa do antigo calendário bíblico.[2] Originalmente, essa festa é referida com vários títulos:
  • Festa da Colheita ou Sega (no hebraicohag haqasir). Por se tratar de uma colheita de grãos (trigo e cevada), essa festa ganhou esse nome.[3]
  • Festa das Semanas (no hebraico: hag xabu'ot). A razão desse nome está no período de tempo entre a Páscoa e esta festa, que é de sete semanas. Esta festa acontece cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada, e o encerramento acontece com a colheita do trigo.[4]
  • Dia das Primícias dos Frutos (no hebraico: yom habikurim). Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega.[5] Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do calendário bíblico. Na primeira (Páscoa) entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda (Colheita ou Semanas) entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa (Tabernáculos ou Cabanas) o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uvatâmara, e especialmente figo.
  • Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: nos séculos III-I a.C., os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos (hag haqasir e hag xabu'ot) perderam as suas atualidades, e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é «cinquenta dias depois (da Páscoa)». Como o Império Grego passou a ter hegemonia em 331 a.C., é provável que o nome Pentecostes tenha ganhado popularidade a partir desse período.

Cerimônia[editar | editar código-fonte]

Miniatura de 1200 d.C.
Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, A Festa da Colheita (Festa das Semanas ou Pentecostes) era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia:
  • A cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas.[6] É bom lembrar que era respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros.[7]
  • A cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto.[8]
  • O terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros.[9] Essa cerimônia era chamada de Santa Convocação.[10] Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus;[11] portanto, eram dias feriados (e atualmente continuam sendo).
  • No local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem.[12]
  • Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores.
  • As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito, e o cuidado com a obediência aos estatutos Divinos.[13]
Observação: Era (e continua sendo) ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas.[14]
Características da celebração:
  • A Festa das Colheitas é alegre e solene.[15]
  • A celebração é dedicada exclusivamente a Javé/Jeová.[16]
  • É uma festa para os povos que aceitam a crença dos hebreus (a doutrina do Deus Único), aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros.[17] Enfim, todo o povo apresenta-se diante de Deus. Reconhece-se e afirma-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários, além do povo hebreu.
  • Agradece-se a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos.[18]
  • É ainda uma Santa Convocação. Ninguém trabalhava antigamente, e hoje também ninguém o faz no mundo hebraico.[19]
  • É celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus está na origem da vida, da semente, da árvore, do fruto, do alimento...

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Pentecostes é o símbolo do Cenáculo, onde os apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. O Cenáculo, a partir deste momento, passa a ser considerado um símbolo de sacralidade na ótica cristã, pois até então era considerado pelos judeus como apenas um lugar de reuniões. Atualmente o 50º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos como o dia de Pentecostes, e também foi o dia da descida do Espiríto Santo (Espírito de Deus) sobre os apóstolos. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo. Existem movimentos inspirados no Pentecostes em toda a história do cristianismo, sendo enfatizados, especialmente em meados do século XX, com o surgimento das primeiras Igrejas Pentecostais, e o nascimento da Renovação Carismática Católica.

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